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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dilma quer governos, prefeitos, legislativo e judiciário em pacto

A presidente Dilma Rousseff fez nesta sexta-feira seu primeiro pronunciamento sobre a onda de protestos que atingiu o País nas últimas semanas. A mensagem de Dilma, de cerca de 10 minutos, foi transmitida para todo o Brasil. Na gravação, a presidente afirmou que os protestos "mostram a força da nossa democracia", mas que "a violência põe a perder muitas coisas".
Dilma disse que a mudança só ode ser atingida a partir da democracia: "só tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia". "Essa violência, provocada por uma pequena minoria, não pode manchar um movimento democrático", afirmou ela. "Asseguro a vocês: vamos manter a ordem", disse .
A presidente prometeu um pacto com governadores, prefeitos e líderes do Legislativo e Judiciário pela melhoria dos serviços público. O plano de Dilma está focado em três pontos: agilizar a aprovação de um plano nacional de mobilidade urbana, que privilegie transporte público; destinar 100% dos royalties do petróleo para a educação; e contratar "milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS".
Dilma estava em silêncio havia quase dois dias e vinha sendo cobrada por parte dos manifestantes. A decisão de se reportar diretamente ao povo vinha sendo estudada desde ontem e foi assunto de reunião ministerial que tomou toda a manhã.
Fonte: Blog Bodocó na Net

Manifestações levam milhares de pessoas as ruas em Ouricuri e Araripina

O município de Ouricuri recebeu nesta quinta-feira, 20 de junho, uma grande manifestação que pedia aumento dos recursos para educação, moradia, saúde e mais qualidade de vida para os sertanejos do Araripe, além de se postar contra os gastos com as obras da Copa do Mundo, como informa o Blog Bruno Morais.
Várias classes da sociedade civil organizada foram as ruas e fizeram cobranças direcionadas aos nossos governantes. Policiais Militares do 7º BPM deram apoio ao movimento, que ocorreu pacificamente pelas principais ruas e avenidas da cidade, encerrando-se na Praça Voluntários da Pátria.
Araripina: Manifestantes se concentraram em frente a prefeitura
Com gritos de ordem, estudantes passearam pelas ruas e se dirigiram a prefeitura de Araripina, nesta quinta-feira (20). A sede do executivo estava vazia, sem ninguém para receber os manifestantes, como mostra reportagem do Blog do Dante Arruda.
Os manifestantes cobraram do governante municipal, água nas torneiras e um ensino universitário gratuito, além de também seguir o mesmo pensamento das manifestações que acontecem em várias cidade do Brasil. O ato aconteceu pacificamente.
Fotos: Rodrigo Mariano (Ouricuri) / Paulo Elias (Araripina)
Fonte: Blog Bodocó na Net




Dilma convoca reunião ministerial para avaliar protestos no país

 
A presidente Dilma Rousseff convocou, para às 9h30 dessa sexta-feira (21), uma reunião ministerial para avaliar a extensão da crise e quais devem os próximos passos. Participarão do encontro o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, como informa o Estado de Minas.
A presidente determinou que nenhum dos ministros da Esplanada deixem Brasília nos próximos dias. Gilberto Carvalho ainda viajou nesta quinta-feira (20) para Mato Grosso do Sul, onde participou de uma mesa de negociação com os índios terena e guarani-kaiowá, mas Cardozo, que também participaria, cancelou a ida. Ele passou o dia no ministério, acompanhando os protestos, e deve apresentar nessa sexta-feira um relatório da situação.
A Secretaria-Geral também concluiu ontem uma avaliação interna da situação, com análises sobre as motivações, os organizadores e a forma de atuação.
Até ontem, quarta-feira, o Palácio do Planalto avaliava que o problema se restringia a prefeituras e estados, mas ficou perplexo ao perceber que a redução nas tarifas de passagem de ônibus não foram suficientes para conter o ímpeto dos ativistas.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Jovem que atacou Prefeitura de São Paulo em protesto pede desculpas Foto: Joel Silva/Folhapress

Foto: Joel Silva/Folhapress
Manifestante Pierre Ramon usa grade para quebrar os vidros da prefeitura | Foto: Joel Silva/Folhapress
Após confessar ter participado da depredação da entrada da Prefeitura de São Paulo no protesto de terça-feira, o estudante de arquitetura Pierre Ramon Alves de Oliveira, 20, ontem decidiu pedir desculpas: “Peço que quem nunca errou na vida que atire a primeira pedra”.
Filho de um pequeno empresário, Pierre Ramon é aluno da FMU. A polícia disse que ele não tem antecedentes criminais, não é ligado ao Movimento Passe Livre e nem pertence a qualquer partido.
O estudante se entregou num posto de gasolina na marginal Tietê. Estava ajudando o pai com o caminhão de entregas da família e decidiu se apresentar depois que policiais foram até sua casa e falaram com sua mãe. Desesperada, ela ligou para o filho.
Segundo seu advogado, Gerson Bellani, ele chorou ao depor. “Eu atirei pedra depois que os guardas jogaram spray de pimenta no rosto das pessoas. Fiquei revoltado”. Ele foi liberado após prestar depoimento e ser indiciado por dano ao patrimônio público.
A polícia também havia solicitado sua prisão temporária por formação de quadrilha –o juiz negou o pedido.
Pierre Ramon disse que foi ao protesto de cara limpa e negou ter ateado fogo na van da TV Record: “Quero pedir desculpas a todos os manifestantes do Movimento Passe Livre. Eu fui errado e estou disposto a arcar com todas as consequências e pagar centavo por centavo tudo o que eu fiz de dano. Vou trabalhar para tudo isso”, declarou.
O delegado do Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado) Antônio de Olim disse que o jovem insuflou os manifestantes a apedrejar a prefeitura: “Ele é arrogante.
Estava na manifestação, todo fortinho, lutador de jiu-jitsu. Achou que era o dia dele e começou a quebrar tudo”. Segundo o delegado, ele feriu guardas.
Vestindo uma camisa branca, Pierre Ramon usava uma máscara contra gás lacrimogêneo durante o protesto, mas abaixou a máscara várias vezes, mostrando o rosto. Ele não foi o primeiro a atacar a prefeitura, mas usou uma barreira metálica para quebrar vidros da entrada.
A polícia confirmou sua identificação após ouvir testemunhas e comparar a foto dele com as que constam na sua página em redes sociais.
No Facebook, o jovem se diz adepto de artes marciais, como muay thai e jiu-jitsu, das quais compartilha páginas. É fã de Renato Russo, Paulo Coelho e Anderson Silva. Fotos na rede mostravam o estudante abraçado com amigos antes do protesto. (Da Folha)
Fonte: Blog Elba Galindo 

A polêmica “Cura Gay”: Feliciano ameaça rebelião evangélica

 
Com um discurso inflamado, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP), ameaçou nesta quarta (19), uma rebelião da bancada evangélica caso o governo interfira na votação do projeto conhecido como “cura gay”.
Ao negar que a aprovação da proposta na comissão tenha sido uma provocação aos manifestantes que tomam as ruas de vários estados, o deputado disparou ataques à ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que prometeu mobilizar o governo para evitar que a proposta avance na Casa.
Feliciano recomendou “juízo para a dona ministra”, disse que ela “mexe onde não devia” e a aconselhou a procurar a presidente Dilma Rousseff porque “no próximo ano” tem eleições.
Ontem foi a vez de o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, seguir a posição de Maria do Rosário e criticar a aprovação do projeto de lei de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO) que permite a psicólogos oferecer tratamento para a homossexualidade. “Não é correto um projeto de lei querer estabelecer cura para aquilo que não é doença. Acredito que essa Casa, que fez a Constituição e o SUS (Sistema Único de Saúde), certamente (…) vai julgar que um projeto não pode estabelecer cura para aquilo que não é doença”, disse Padilha após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O texto precisa ainda passar pelas comissões de Seguridade Social e Constituição e Justiça. Padilha disse que conversou sobre o tema com os presidentes dos dois grupos e disse acreditar que a questão será tratada “de forma sensata” nelas.
Feliciano incluiu Padilha em suas ameaças. “Estamos sendo achincalhados. Quero saber se os ministros Maria do Rosário e Alexandre Padilha falam em nome da presidente Dilma. Se estiverem falando, vamos tomar providências. Estamos nos sentido rejeitados, agem por preconceito só porque somos evangélicos”, queixou-se ele, no plenário.
Antes, o aviso foi mais explícito: “Queria aproveitar e mandar um recado: dona ministra Maria do Rosário dizer que o governo vai interferir no Legislativo é muito perigoso. É perigoso, dona ministra, principalmente porque ela mexe com a bancada inteira”, afirmou. Segundo o deputado, Maria do Rosário deveria procurar a presidente Dilma  antes de falar. “A ministra falar que vai colocar toda a máquina do governo para impedir um projeto, acho que ela está mexendo onde não devia. Senhora ministra, juízo. Fale com a sua presidente porque o ano que vem é político”, completou.
Em 2010, um dos motivos apontados para a campanha presidencial ter ido para o segundo turno foi a onda de boatos entre eleitores religiosos contra Dilma.
Recurso O vice-líder da minoria na Câmara, o deputado federal Simplício Araújo (PPS-MA), ingressou ontem com recurso contra a aprovação da “cura gay”. No recurso ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o parlamentar afirma que Feliciano usou de manobra antirregimental ao colocar em votação a proposta, atropelando o regimento. (Do Estado de Minas)