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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ProUni: resultado está disponível e matrícula começa nesta segunda

O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) está disponível na página do programa na internet. Os candidatos pré-selecionados têm prazo desta segunda (23) a 1º de fevereiro para comparecer às instituições de ensino na qual foram aprovados para confirmar as informações declaradas na inscrição e fazer a matrícula.
Depois desse prazo, caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita a segunda chamada de candidatos, prevista para 7 de fevereiro, com prazo para comprovação da documentação até 15 de fevereiro.
Ao fim das duas chamadas, os candidatos que não foram pré-selecionados ou os que foram pré-selecionados em cursos sem formação de turma poderão manifestar interesse em fazer parte da lista de espera, que será usada pelas instituições participantes do programa para a ocupação das bolsas eventualmente ainda disponíveis.
O período para que os interessados se manifestem irá de 22 a 24 de fevereiro. Ao fim desse prazo, serão feitas duas convocações dos integrantes. A primeira, a partir de 27 de fevereiro, com prazo para comprovação de documentos e matrícula de 28 do mesmo mês até 2 de março. A segunda, em 9 de março, com prazo de 12 a 15 de março.
Neste processo seletivo são ofertadas 195.030 bolsas – 98.728 integrais e 96.302 parciais, de 50% da mensalidade – em 1.321 instituições de ensino superior particulares, entre universidades, centros universitários e faculdades.
Ao final de seis dias de inscrições, o programa registrou 1.208.398 candidatos. O número supera o de inscritos em 2011 – 1.048.631, até então a maior marca. Cada estudante teve o direito de fazer duas opções de cursos. Dessa forma, o número de inscrições chegou a 2.323.546. Criado em 2005, o ProUni já concedeu 919 mil bolsas de estudos em cursos de graduação e sequenciais de formação específica. (Agência Brasil)
Fonte: Blog Elba Galindo

Matrículas e rematrículas da rede municipal de ensino de Bodocó seguem até a sexta-feira

A Prefeitura de Bodocó, através da Secretaria Municipal de Educação, informa que segue até a próxima sexta-feira (27), o período de matrículas e rematrículas da rede municipal de ensino.
Os pais ou responsáveis deverão dirigir-se as escolas da sede ou dos distritos, portando os documentos necessários para que o aluno possa ingressar na rede de ensino.
Para efetuar a matrícula, é necessário apresentar cópia do Registro de Nascimento do aluno e do comprovante de residência. Já para a rematrícula, é necessário apresentar apenas a cópia do comprovante de residência.
No total, o município de Bodocó dispõe de 63 escolas.
Imagem: Reprodução Internet
Fonte: Blog Elba Galindo

FBC continua na mira do Estadão 1: Canal exclusivo leva água até fazenda de irmão do ministro

O ministro Fernando Bezerra Coelho continua sendo alvo de denúncias dos jornais do sudeste do Brasil. Somente ontem, duas matérias trouxeram o tema novamente à tona. Uma delas cita o beneficiamento de água para a fazenda de Caio Coelho, irmão de FBC. Confira:
Duas placas, uma apontando a concessão de incentivos fiscais do Ministério da Integração Nacional, e outra, com o nome da empresa UPA – Umbuzeiro Produções Agrícolas Ltda., marcam a entrada da fazenda de propriedade de Caio Coelho, irmão do ministro Fernando Bezerra Coelho, no Perímetro de Irrigação Nilo Coelho. O principal aspecto na cena, no entanto, é o canal exclusivo de irrigação que serve a fazenda, com a entrada protegida pelo porteiro Valberto Silva.
“Nenhum canal é exclusivo de uma propriedade, mas neste trecho do perímetro de irrigação só tem ela”, explica Paulo Sales, gerente do Distrito de Irrigação Nilo Coelho, empresa privada sem fins lucrativos que administra a área. “O canal secundário faz parte do projeto, foi sorte ele ter comprado aquela área”, completa Sales.
Além do canal exclusivo, a propriedade da UPA guarda uma das 39 estações de bombeamento de água do Nilo Coelho. Mas isso não representa nenhum tipo de vantagem, alega Caio Coelho, por escrito. “A UPA Agrícola apenas utiliza e paga pela água necessária à irrigação do seu plantio.”
A irrigação do Vale do Rio São Francisco é, para Caio, “sem a menor dúvida, o melhor investimento público nos últimos anos no Brasil”. O investimento é comandado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), presidida interinamente pelo irmão Clementino Coelho até 12 dias atrás, e subordinada desde o ano passado a outro irmão, o ministro.
A UPA começou a funcionar um ano depois do início de operação do Perímetro Nilo Coelho, segundo documentos da Junta Comercial. Na eleição de 2010, a empresa de produção de mangas doou R$ 100 mil para a campanha de deputado de Fernando Coelho Filho, sobrinho de Caio e filho do ministro da Integração. Outra empresa registrada no nome de Caio, a Transportadora Grande Rio, doou mais R$ 80 mil. Caio Coelho conta o início da produção de mangas para exportação no perímetro Nilo Coelho em 1996. A área de produção irrigada é de 2,2 quilômetros quadrados ou 220 hectares. O empresário diz que o custo de produção é de R$ 15 mil por hectare a cada mês, e que o gasto com água representa 10% desse valor.
Desigualdade. Para os pequenos produtores do Nilo Coelho, a conta é pesada. Os irmãos Jonas e Juvenal Idelfonso de Souza chegam a pagar até R$ 1.200 pela água consumida do cultivo de acerola, comprada por uma empresa japonesa para exportação de polpa ou concentrado da fruta, insumo na fabricação de vitamina C. “A maioria dos pequenos está aqui para viver, a gente paga mesmo quando chove, e a conta bancária está no vermelho há três anos”, conta Jonas, há 26 anos no Nilo Coelho. “Não é essa boniteza toda que mostram”, completa ele. Na contabilidade de Caio Coelho, o custo de produção só é viável quando a produtividade é “alta”.
Fonte: Blog Elba Galindo

domingo, 22 de janeiro de 2012

A questão regional por trás da crise

Há pelo menos um ponto positivo para o Nordeste no caso das acusações contra o ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, é o que afirma a matéria assianda por Vandeck Santiago para o Diário de Pernambuco. As denúncias  puxaram o tema da desigualdade regional para o centro do debate – de forma enviesada, é verdade, mas de todo modo capaz de gerar discussões sobre o Nordeste em comparação com as regiões mais desenvolvidas do país.
“É fato que existe no Brasil uma certa rivalidade com a questão regional”, disse ao Diario o cientista político Marcos Costa Lima, presidente da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais). Outro especialista, o economista Cícero Péricles de Carvalho (UFAL), segue no mesmo tom: “Existe um forte preconceito antiNordeste dos segmentos mais conservadores do Sul e Sudeste”.
O Nordeste teve tratamento especial durante o governo Lula (2003-2010), a região e Pernambuco têm apresentado índices de crescimento superiores à média do país, tornaram-se alvos de um pujante fluxo de investimentos públicos e privados e o governador Eduardo Campos (PSB) já entrou no rol dos presidenciáveis (o que gera atritos tanto dentro da base aliada do governo quanto na oposição) – tudo isso em conjunto formou o que o professor Marcos Costa Lima (UFPE) chama de “cenário movente”, que na opinião dele “propiciou o surgimento do caso”.
Há que se considerar ainda, diz Costa Lima, que apesar dos avanços obtidos pela região, “os desníveis regionais continuam altíssimos no Brasil”. Opinião semelhante à do presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), economista Márcio Pochmann, que é de São Paulo. Em mensagem postada no seu Twitter, sexta-feira, referindo-se especificamente à questão regional (mas sem nenhuma alusão ao caso do ministro), Pochmann afirmou: “Situação social no Brasil melhora nos anos 2000. Mas as diferenças regionais ainda são gritantes. O povo é um só”.
As acusações contra Bezerra Coelho começaram a partir da divulgação da dados da ONG Contas Abertas, de que ele teria beneficiado Pernambuco com verbas para a prevenção de enchentes. Não se levou em conta que o estado sofrera duas grandes enchentes (em 2010 e 2011), que dispunha de projetos para habilitar-se ao recebimento dos recursos e que a maior parte das verbas prevenção de desastres naturais sai não do Ministério da Integração, mas do Ministério das Cidades. A partir da primeira denúncia, outros flancos foram abertos, com questões pontuais envolvendo a antiga gestão de Fernando Bezerra na Prefeitura de Petrolina e a ação parlamentar do seu filho, Fernando Bezerra Filho, que é deputado federal (PSB).
Fernando Bezerra e o filho têm respondido às críticas com notas oficiais e entrevistas. No último dia 12 o ministro apresentou sua defesa no Congresso. “Vossa excelência está sendo vítima pelo fato de ser nordestino”, disse o senador Humberto Costa,  durante a sessão. “Acho difícil que se tivesse havido liberação até maior para estados como São Paulo tivesse essa celeuma. Isso só acontece quando se trata do Nordeste”.
Fonte: Blog Elba Galindo

Instituto alerta para abusos na lista de material escolar

Com a proximidade do fim das férias, as papelarias já estão cheias de pais com listas de material escolar em mãos e muita dúvida na hora de comprar os itens que serão utilizados neste ano letivo, como informa a Agência Brasil.
Algumas exigências não podem ser feitas pelas escolas, mas continuam sendo incluídas entre os pedidos. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) alerta os consumidores sobre as práticas consideradas abusivas, como determinar em qual estabelecimento deve ser feita a compra ou pedir produtos de marcas específicas.
“Não pode haver indicação específica quando um produto está disponível em diversos estabelecimentos comerciais. O direito de escolha do consumidor precisa ser preservado”, explica Mariana Ferraz, advogada do Idec. Segundo ela, o local onde a compra deverá ser feita só poder ser determinado pela escola quando se trata de um produto que não está disponível em outras lojas, como apostilas que são produzidas pelo colégio.
De acordo com o instituto, as escolas também não podem pedir materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza.  No caso de escolas públicas, produtos como papel higiênico ou copos descartáveis podem ser solicitados como uma contribuição, mas não como obrigatórios.
A representante do Idec dá outras dicas para os pais economizarem na hora da compra. A primeira é revisar os materiais do ano anterior para ver quais podem ser reutilizados, assim evita-se a compra de itens desnecessários. Também não é recomendado ir às papelarias junto com as crianças, porque elas vão querer os produtos mais caros, como cadernos de personagens de desenhos, seriados ou filmes que têm um custo extra por serem licenciados.
As famílias também podem procurar livros didáticos em sebos ou entrar em contato com outros pais da mesma escola que podem ter as obras em bom estado para serem reutilizadas. Outra sugestão para quem quer economizar é fazer um levantamento dos preços em várias lojas antes de fechar a compra.
Fonte: Blog Elba Galindo 
Foto: Internete