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quarta-feira, 8 de junho de 2016
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Cálculo Renal ou Pedra no Rim: Causas, Sintomas e Tratamento
A pedra no rim, também conhecida como cálculo renal
ou litíase renal, é uma doença muito comum, causada pela cristalização de sais
mineiras presentes na urina. A crise de cólica renal é um dos eventos mais
dolorosos que um paciente pode experimentar durante a vida. A dor causada pelo
cálculo renal é muitas vezes descrita como sendo pior do que a de um parto,
fratura óssea, ferimentos por arma de fogo ou queimaduras. Saiba mais detalhes.
Nesta primeira parte do artigo sobre pedra nos rins iremos abordar os
seguintes pontos sobre o cálculo renal:
Como surge a pedra nos rins.
Fatores de risco para cálculo renal.
Sintomas do cálculo renal.
Cálculo coraliforme.
A segunda parte deste texto, abordando o tratamentos do cálculo renal, se encontra mais abaixo.
A pedra no rim é exatamente o que o nome diz, uma formação sólida composta por minerais que surge dentro dos rins. Mais de 70% das pedras são compostas por sais de cálcio, como oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Também existem cálculos à base de ácido úrico, estruvita (magnésio + amônia + fosfato) e cistina.
Entender a formação das pedras é simples. Imaginem um copo cheio de água clara e transparente. Se jogarmos um pouco de sal, este se diluirá e tornará a água um pouco turva. Se continuarmos a jogar sal no copo, a água ficará cada vez menos clara, até o ponto em que o sal começará a se precipitar no fundo do copo. A precipitação acontece quando a água fica super saturada com sal, isto é, a quantidade de água presente já não é mais suficiente para diluir o sal.
Este é o princípio da formação dos cálculos. Quando a quantidade de água na urina não é suficiente para dissolver todos os sais presentes na mesma, estes retornam a sua forma sólida e precipitam nas vias urinárias. Os sais precipitados na urina tendem a se aglomerar, formando, com o passar do tempo, as pedras.
Esta precipitação dos sais presentes na urina ocorre basicamente por dois motivos: falta de água para diluir ou excesso de sais para serem diluídos.
A maioria dos casos de cálculo renal ocorre por falta de água para diluir a urina adequadamente, tendo como origem a pouca ingestão de líquidos. Porém, há um grupo de pacientes que mesmo bebendo bastante água ao longo do dia continua a formar pedras. São as pessoas com alterações na composição natural urina, apresentando excesso de sais minerais, em geral, excesso de cálcio. A quantidade de cálcio na urina é tão grande que mesmo com um boa ingestão de água este ainda consegue se precipitar.
Fatores de risco para o cálculo renal
Como acabei de explicar, ter água suficiente na urina é essencial para prevenir a formação de cálculos. Pacientes que costumam desenvolver cálculos bebem, em média, menos 300 a 500 ml de água por dia quando comparados com pessoas que nunca tiveram pedra nos rins. Pessoas que vivem em países de clima tropical ou trabalham em locais muitos quentes devem procurar se manter sempre bem hidratadas para evitar a produção de uma urina muito concentrada.
O tipo de líquido ingerido não tem muita importância. Ainda não há estudos definitivos que possam afirmar com 100% de clareza que um tipo de líquido é superior a outro. Alguns trabalhos sugerem que além da água, suco de laranja, café e chás (incluindo o famoso chá de quebra-pedra) possam ter algum benefício. Já o suco de toranja (jamboa ou grapefruit) parece ser prejudicial, aumentando o risco de formação das pedras. Em relação às bebidas alcoólicas, há controvérsias, havendo estudos que indicam aumento da formação dos cálculos e outros que sugerem redução da formação, principalmente com o consumo de vinho. Excesso de vitamina C aumenta a excreção renal de oxalato, aumentando o risco de pedras de oxalato de cálcio.
Pessoas que já tiveram pelo menos um episódio de cálculo renal ou que tenham história familiar de pedras no rim devem urinar pelo menos 2 litros por dia. Como ninguém vai ficar coletando urina o dia inteiro para medir o volume, uma dica é acompanhar a cor da urina. Uma urina bem diluída tem odor fraco e coloração bem clara, quase transparente. Se a sua urina está muito amarelada, isto indica desidratação.
Em relação à dieta, existem alguns hábitos que podem aumentar a incidência de pedras nos rins, principalmente se o paciente já tiver concentrações de cálcio na urina mais elevadas que a média da população. Dietas ricas em sal, proteínas e açúcares são fatores de risco. Curiosamente, apesar da maioria dos cálculos serem compostos de cálcio e surgirem por excesso de cálcio na urina, não há necessidade de restringir o consumo do mesmo na dieta. A restrição, aliás, pode ser prejudicial. Se você já está perdendo cálcio em excesso na urina e não o repõe com a dieta, o seu organismo vai buscar o cálcio que precisa nos ossos, podendo levar à osteoporose precoce. O único cuidado deve ser com os suplementos de cálcio, já que o consumo destes, principalmente quando em jejum, parece aumentar o risco de pedra nos rins.
Outros fatores de risco para o surgimento de cálculos são: obesidade, idade acima de 40 anos, hipertensão, gota, diabetes, ser do sexo masculino e ganho de peso muito rápido.
É importante lembrar que existem também os cálculos renais formados pela precipitação de algumas drogas nos rins. Várias medicações podem ter como efeito colateral a formação de pedra. Os mais comuns incluem: indinavir, atazanavir, guaifenesina, triantereno, silicato e drogas à base de sulfa, como sulfassalazina e sulfadiazina.
Sintomas do cálculo renal
Muitos pacientes possuem pedras nos seus rins e não apresentam sintoma algum. Se a pedra se formar dentro do rim e ficar parada dentro do mesmo, o paciente pode ficar anos assintomático. Muitas pessoas descobrem o cálculo renal por acaso, durante um exame de imagem abdominal, como ultrassom ou tomografia computadorizada, solicitados por qualquer outro motivo.
Como surge a pedra nos rins.
Fatores de risco para cálculo renal.
Sintomas do cálculo renal.
Cálculo coraliforme.
A segunda parte deste texto, abordando o tratamentos do cálculo renal, se encontra mais abaixo.
A pedra no rim é exatamente o que o nome diz, uma formação sólida composta por minerais que surge dentro dos rins. Mais de 70% das pedras são compostas por sais de cálcio, como oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Também existem cálculos à base de ácido úrico, estruvita (magnésio + amônia + fosfato) e cistina.
Entender a formação das pedras é simples. Imaginem um copo cheio de água clara e transparente. Se jogarmos um pouco de sal, este se diluirá e tornará a água um pouco turva. Se continuarmos a jogar sal no copo, a água ficará cada vez menos clara, até o ponto em que o sal começará a se precipitar no fundo do copo. A precipitação acontece quando a água fica super saturada com sal, isto é, a quantidade de água presente já não é mais suficiente para diluir o sal.
Este é o princípio da formação dos cálculos. Quando a quantidade de água na urina não é suficiente para dissolver todos os sais presentes na mesma, estes retornam a sua forma sólida e precipitam nas vias urinárias. Os sais precipitados na urina tendem a se aglomerar, formando, com o passar do tempo, as pedras.
Esta precipitação dos sais presentes na urina ocorre basicamente por dois motivos: falta de água para diluir ou excesso de sais para serem diluídos.
A maioria dos casos de cálculo renal ocorre por falta de água para diluir a urina adequadamente, tendo como origem a pouca ingestão de líquidos. Porém, há um grupo de pacientes que mesmo bebendo bastante água ao longo do dia continua a formar pedras. São as pessoas com alterações na composição natural urina, apresentando excesso de sais minerais, em geral, excesso de cálcio. A quantidade de cálcio na urina é tão grande que mesmo com um boa ingestão de água este ainda consegue se precipitar.
Fatores de risco para o cálculo renal
Como acabei de explicar, ter água suficiente na urina é essencial para prevenir a formação de cálculos. Pacientes que costumam desenvolver cálculos bebem, em média, menos 300 a 500 ml de água por dia quando comparados com pessoas que nunca tiveram pedra nos rins. Pessoas que vivem em países de clima tropical ou trabalham em locais muitos quentes devem procurar se manter sempre bem hidratadas para evitar a produção de uma urina muito concentrada.
O tipo de líquido ingerido não tem muita importância. Ainda não há estudos definitivos que possam afirmar com 100% de clareza que um tipo de líquido é superior a outro. Alguns trabalhos sugerem que além da água, suco de laranja, café e chás (incluindo o famoso chá de quebra-pedra) possam ter algum benefício. Já o suco de toranja (jamboa ou grapefruit) parece ser prejudicial, aumentando o risco de formação das pedras. Em relação às bebidas alcoólicas, há controvérsias, havendo estudos que indicam aumento da formação dos cálculos e outros que sugerem redução da formação, principalmente com o consumo de vinho. Excesso de vitamina C aumenta a excreção renal de oxalato, aumentando o risco de pedras de oxalato de cálcio.
Pessoas que já tiveram pelo menos um episódio de cálculo renal ou que tenham história familiar de pedras no rim devem urinar pelo menos 2 litros por dia. Como ninguém vai ficar coletando urina o dia inteiro para medir o volume, uma dica é acompanhar a cor da urina. Uma urina bem diluída tem odor fraco e coloração bem clara, quase transparente. Se a sua urina está muito amarelada, isto indica desidratação.
Em relação à dieta, existem alguns hábitos que podem aumentar a incidência de pedras nos rins, principalmente se o paciente já tiver concentrações de cálcio na urina mais elevadas que a média da população. Dietas ricas em sal, proteínas e açúcares são fatores de risco. Curiosamente, apesar da maioria dos cálculos serem compostos de cálcio e surgirem por excesso de cálcio na urina, não há necessidade de restringir o consumo do mesmo na dieta. A restrição, aliás, pode ser prejudicial. Se você já está perdendo cálcio em excesso na urina e não o repõe com a dieta, o seu organismo vai buscar o cálcio que precisa nos ossos, podendo levar à osteoporose precoce. O único cuidado deve ser com os suplementos de cálcio, já que o consumo destes, principalmente quando em jejum, parece aumentar o risco de pedra nos rins.
Outros fatores de risco para o surgimento de cálculos são: obesidade, idade acima de 40 anos, hipertensão, gota, diabetes, ser do sexo masculino e ganho de peso muito rápido.
É importante lembrar que existem também os cálculos renais formados pela precipitação de algumas drogas nos rins. Várias medicações podem ter como efeito colateral a formação de pedra. Os mais comuns incluem: indinavir, atazanavir, guaifenesina, triantereno, silicato e drogas à base de sulfa, como sulfassalazina e sulfadiazina.
Sintomas do cálculo renal
Muitos pacientes possuem pedras nos seus rins e não apresentam sintoma algum. Se a pedra se formar dentro do rim e ficar parada dentro do mesmo, o paciente pode ficar anos assintomático. Muitas pessoas descobrem o cálculo renal por acaso, durante um exame de imagem abdominal, como ultrassom ou tomografia computadorizada, solicitados por qualquer outro motivo.
Pedras muito pequenas, menores que 3 milímetros (0,3 centímetros), podem
percorrer todo o sistema urinário e serem eliminadas na urina sem provocar
maiores sintomas. O paciente começa a urinar e de repente nota que caiu uma
pedinha no vaso sanitário.
O sintoma clássico do cálculo renal, chamado cólica renal, surge quando uma pedra de pelo menos 4 mm (0,4 cm) fica impactada em algum ponto do ureter (tubo que leva a urina do rim à bexiga), causando obstrução e dilatação do sistema urinário.
A cólica renal é habitualmente uma excruciante dor lombar, que costuma ser a pior dor que o paciente já teve na vida. A cólica renal deixa o paciente inquieto, se mexendo o tempo todo, procurando em vão uma posição que lhe proporcione alívio. Ao contrário das dores da coluna, que melhoram com repouso e pioram à movimentação, a cólica renal dói intensamente, não importa o que o paciente faça. Por vezes, a dor é tão intensa que vem acompanhada de náuseas e vômitos. Sangue na urina é frequente e ocorre por lesão direta do cálculo no ureter.
A cólica renal costuma ter três fases:
1- A dor inicia-se subitamente e atinge seu pico de intensidade em mais ou menos 1 ou 2 horas.
2- Após atingir seu ápice, a dor da cólica renal permanece assim por mais 1 a 4 horas, em média, deixando o paciente "enlouquecido" de dor.
3- A dor começa a aliviar espontaneamente e ao longo de mais 2 horas tende a desaparecer.
Em alguns desafortunados, o processo todo chega a durar mais de 12 horas, caso o mesmo não procure atendimento médico.
Se a pedra ficar impactada na metade inferior do ureter, a cólica renal pode irradiar para a perna, grandes lábios ou testículos. Também é possível que a pedra consiga atravessar todo o ureter, ficando impactada somente na uretra, que é o ponto de menor diâmetro do sistema urinário. Neste caso a dor ocorre na região pélvica e vem acompanhada de ardência ao urinar e sangramento. Muitas vezes o paciente consegue reconhecer que há um pedra na sua uretra, na iminência de sair.
Geralmente, pedras menores que 0,5 cm costumam sair espontaneamente pela urina. As que medem entre 0,5 e 0,8 cm têm dificuldade de serem expelidas. Podem até sair, mas custam muito. Cálculos maiores que 0,9 cm são grandes demais e não passam pelo sistema urinário, sendo necessária uma intervenção médica para eliminá-los.
Estes cálculos grandes podem ficar impactados no ureter, provocando uma obstrução à drenagem da urina e consequente dilatação do rim, a qual damos o nome de hidronefrose. A urina não consegue ultrapassar a obstrução e acaba ficando retida dentro do rim. As hidronefroses graves devem ser corrigidas o quanto antes, pois quanto maior o tempo de obstrução, maiores as chances de lesões irreversíveis do rim obstruído.
Cálculo coraliforme: um caso a parte
O sintoma clássico do cálculo renal, chamado cólica renal, surge quando uma pedra de pelo menos 4 mm (0,4 cm) fica impactada em algum ponto do ureter (tubo que leva a urina do rim à bexiga), causando obstrução e dilatação do sistema urinário.
A cólica renal é habitualmente uma excruciante dor lombar, que costuma ser a pior dor que o paciente já teve na vida. A cólica renal deixa o paciente inquieto, se mexendo o tempo todo, procurando em vão uma posição que lhe proporcione alívio. Ao contrário das dores da coluna, que melhoram com repouso e pioram à movimentação, a cólica renal dói intensamente, não importa o que o paciente faça. Por vezes, a dor é tão intensa que vem acompanhada de náuseas e vômitos. Sangue na urina é frequente e ocorre por lesão direta do cálculo no ureter.
A cólica renal costuma ter três fases:
1- A dor inicia-se subitamente e atinge seu pico de intensidade em mais ou menos 1 ou 2 horas.
2- Após atingir seu ápice, a dor da cólica renal permanece assim por mais 1 a 4 horas, em média, deixando o paciente "enlouquecido" de dor.
3- A dor começa a aliviar espontaneamente e ao longo de mais 2 horas tende a desaparecer.
Em alguns desafortunados, o processo todo chega a durar mais de 12 horas, caso o mesmo não procure atendimento médico.
Se a pedra ficar impactada na metade inferior do ureter, a cólica renal pode irradiar para a perna, grandes lábios ou testículos. Também é possível que a pedra consiga atravessar todo o ureter, ficando impactada somente na uretra, que é o ponto de menor diâmetro do sistema urinário. Neste caso a dor ocorre na região pélvica e vem acompanhada de ardência ao urinar e sangramento. Muitas vezes o paciente consegue reconhecer que há um pedra na sua uretra, na iminência de sair.
Geralmente, pedras menores que 0,5 cm costumam sair espontaneamente pela urina. As que medem entre 0,5 e 0,8 cm têm dificuldade de serem expelidas. Podem até sair, mas custam muito. Cálculos maiores que 0,9 cm são grandes demais e não passam pelo sistema urinário, sendo necessária uma intervenção médica para eliminá-los.
Estes cálculos grandes podem ficar impactados no ureter, provocando uma obstrução à drenagem da urina e consequente dilatação do rim, a qual damos o nome de hidronefrose. A urina não consegue ultrapassar a obstrução e acaba ficando retida dentro do rim. As hidronefroses graves devem ser corrigidas o quanto antes, pois quanto maior o tempo de obstrução, maiores as chances de lesões irreversíveis do rim obstruído.
Cálculo coraliforme: um caso a parte
O cálculo coraliforme tem esse nome porque apresenta a aparência de um
coral. São os maiores cálculos e ocorrem geralmente em pacientes com infecção
urinária por uma bactéria chamada Proteus. Esta bactéria aumenta o pH da urina
e favorece a precipitação de sais, principalmente o de estruvita, composto por
fosfato, amônia e magnésio.
O cálculo coraliforme é tão grande que é facilmente visualizado em uma simples radiografia de abdômen. Pelo seu tamanho e forma, o cálculo coraliforme não consegue sair na urina e um procedimento médico faz-se sempre necessário para sua retirada. Se não for tratado, este cálculo leva a infecções urinárias de repetição e cicatrizes nos rins, podendo causar insuficiência renal terminal.
CÁLCULO RENAL - Tratamento e duplo J
Nessa parte final do artigo vamos falar sobre o tratamento e a prevenção dos cálculo renal, abordando os seguintes pontos:
Tratamento durante a crise de cólica renal.
Tratamento das pedras de grande tamanho.
Cirurgia para cálculo renal.
Utilização do cateter duplo J.
Investigação da composição do cálculo renal.
Remédios que dissolvem as pedras.
Tratamento da crise aguda de cólica renal
A crise de cólica renal geralmente surge quando uma pedra formada no rim move-se e fica impactada em uma região do trato urinário, obstruindo a passagem da urina. Esta obstrução pode ocorrer dentro do próprio rim, mas é mais comum nos ureteres, o ducto que leva a urina do rim à bexiga.
A cólica renal costuma ser uma dor severa, com crises que duram até 60 minutos ininterruptos. Há pessoas que dizem que a cólica renal é a pior dor que já sentiram na vida.
O primeiro passo no tratamento da cólica renal é obviamente aliviar a dor do paciente. As drogas mais usadas são os anti-inflamatórios e os opioides (derivados da morfina).
Uma vez que o paciente encontre-se mais aliviado da dor, deve-se tentar encontrar a causa da cólica renal. Uma radiografia simples de abdômen e uma ultrassonografia geralmente são suficientes para se localizar a pedra. Se o cálculo já estiver no final do ureter, próxima à bexiga, o melhor exame para detectá-la é a tomografia computadorizada.
A localização e o tamanho da pedra são os fatores que definem os próximos passos no tratamento do cálculo renal.
O cálculo coraliforme é tão grande que é facilmente visualizado em uma simples radiografia de abdômen. Pelo seu tamanho e forma, o cálculo coraliforme não consegue sair na urina e um procedimento médico faz-se sempre necessário para sua retirada. Se não for tratado, este cálculo leva a infecções urinárias de repetição e cicatrizes nos rins, podendo causar insuficiência renal terminal.
CÁLCULO RENAL - Tratamento e duplo J
Nessa parte final do artigo vamos falar sobre o tratamento e a prevenção dos cálculo renal, abordando os seguintes pontos:
Tratamento durante a crise de cólica renal.
Tratamento das pedras de grande tamanho.
Cirurgia para cálculo renal.
Utilização do cateter duplo J.
Investigação da composição do cálculo renal.
Remédios que dissolvem as pedras.
Tratamento da crise aguda de cólica renal
A crise de cólica renal geralmente surge quando uma pedra formada no rim move-se e fica impactada em uma região do trato urinário, obstruindo a passagem da urina. Esta obstrução pode ocorrer dentro do próprio rim, mas é mais comum nos ureteres, o ducto que leva a urina do rim à bexiga.
A cólica renal costuma ser uma dor severa, com crises que duram até 60 minutos ininterruptos. Há pessoas que dizem que a cólica renal é a pior dor que já sentiram na vida.
O primeiro passo no tratamento da cólica renal é obviamente aliviar a dor do paciente. As drogas mais usadas são os anti-inflamatórios e os opioides (derivados da morfina).
Uma vez que o paciente encontre-se mais aliviado da dor, deve-se tentar encontrar a causa da cólica renal. Uma radiografia simples de abdômen e uma ultrassonografia geralmente são suficientes para se localizar a pedra. Se o cálculo já estiver no final do ureter, próxima à bexiga, o melhor exame para detectá-la é a tomografia computadorizada.
A localização e o tamanho da pedra são os fatores que definem os próximos passos no tratamento do cálculo renal.
Cálculos menores que 5 mm (0,5 cm), principalmente se localizados na
parte final do ureter, habitualmente saem espontaneamente pela urina sem
tratamento. Menos de 20% dos pacientes com pedras menores que 5mm precisam de
alguma intervenção médica para retirar seu cálculo renal. O cálculo demora em
média 8 a 14 dias para ser expelido. Porém, dependendo da localização, o tempo
pode ser maior que 1 mês.
A partir dos 5 mm, quanto maior for a pedra, menor a chance dela ser eliminada espontaneamente. 60% dos cálculos renais entre 5 e 7 mm são eliminados sem tratamento; esta taxa cai para menos de 50% nas pedras com tamanho entre 7 e 9 mm. Já a pedras grandes, com mais de 9mm somente 25% saem espontaneamente, mesmo assim, apenas se já estiverem na parte final do ureter. Cálculos maiores que 10 mm (1cm) localizados no início do ureter, próximo ao rim, não costumam sair sozinhos, pois são até 3x maiores que o diâmetro médio do ureter.
Tratamento expectante do cálculo renal
Uma vez controlada a dor do paciente e diagnosticado um cálculo renal com menos de 10 mm sem sinais de complicações, como hidronefrose (dilatação do rim por obstrução da passagem de urina), o paciente pode ser tratado em casa, à espera da eliminação espontânea da pedra.
Geralmente o paciente é liberado para casa medicado com anti-inflamatórios para controlar a dor e medicamentos que relaxem o ureter, o que facilita a passagem do cálculo em direção à bexiga. As drogas mais usadas para este fim são a Tansulosina (medicamento também usado na hiperplasia benigna da próstata) ou a Nifedipina (medicamento também usado para tratar hipertensão arterial).
Orienta-se também o paciente a ingerir bastante líquidos para que um grande volume de urina ajude a empurrar a pedra.
Se o paciente tiver pedras maiores que 1 cm, dor de difícil controle, sinais de obstrução do rim (hidronefrose), sinais de infecção urinária ou se após 4 a 6 semanas a pedra não tiver saído espontaneamente, a avaliação por um urologista está indicada.
Cirurgias para cálculos renais
Se o cálculo renal for demasiadamente grande ou se surgirem complicações, como infecção urinária ou obstrução do funcionamento de um dos rins, a única maneira de tratar o paciente é através de uma intervenção médica.
O tratamento do cálculo renal evoluiu muito ao longo dos anos e hoje existem várias opções para se eliminar uma pedra no trato urinário.
Grosso modo, os métodos mais usados são:
Litotripsia extracorpórea (LECO)- método onde as pedras são quebradas por meio de ondas de choque aplicadas através da pele.
Ureterolitotripsia - as ondas de choque são aplicadas diretamente nos cálculos, através de endoscópio inserido pela uretra até o ureter.
Nefrolitotomia percutânea - uma pequena cirurgia onde o endoscópio é inserido através da pele até o local onde esta o cálculo.
Cirurgia convencional - procedimento onde o rim necessita ser aberto para retirada das pedras. Normalmente usada em cálculos complicados, principalmente nos cálculos coraliformes.
A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) é atualmente o procedimento mais utilizado, principalmente se a pedra estiver dentro do rim ou no ureter proximal (parte inicial, próxima ao rim).
Nos casos de pedras muito grandes, maiores que 15 mm (1,5 cm) ou se a pedra estiver impactada na metade inferior do ureter, a litotripsia extracorpórea não consegue ser tão efetiva. Nestes casos, a Ureterolitotripsia ou a Nefrolitotomia percutânea apresentam melhores resultados.
Cateter Duplo J
A partir dos 5 mm, quanto maior for a pedra, menor a chance dela ser eliminada espontaneamente. 60% dos cálculos renais entre 5 e 7 mm são eliminados sem tratamento; esta taxa cai para menos de 50% nas pedras com tamanho entre 7 e 9 mm. Já a pedras grandes, com mais de 9mm somente 25% saem espontaneamente, mesmo assim, apenas se já estiverem na parte final do ureter. Cálculos maiores que 10 mm (1cm) localizados no início do ureter, próximo ao rim, não costumam sair sozinhos, pois são até 3x maiores que o diâmetro médio do ureter.
Tratamento expectante do cálculo renal
Uma vez controlada a dor do paciente e diagnosticado um cálculo renal com menos de 10 mm sem sinais de complicações, como hidronefrose (dilatação do rim por obstrução da passagem de urina), o paciente pode ser tratado em casa, à espera da eliminação espontânea da pedra.
Geralmente o paciente é liberado para casa medicado com anti-inflamatórios para controlar a dor e medicamentos que relaxem o ureter, o que facilita a passagem do cálculo em direção à bexiga. As drogas mais usadas para este fim são a Tansulosina (medicamento também usado na hiperplasia benigna da próstata) ou a Nifedipina (medicamento também usado para tratar hipertensão arterial).
Orienta-se também o paciente a ingerir bastante líquidos para que um grande volume de urina ajude a empurrar a pedra.
Se o paciente tiver pedras maiores que 1 cm, dor de difícil controle, sinais de obstrução do rim (hidronefrose), sinais de infecção urinária ou se após 4 a 6 semanas a pedra não tiver saído espontaneamente, a avaliação por um urologista está indicada.
Cirurgias para cálculos renais
Se o cálculo renal for demasiadamente grande ou se surgirem complicações, como infecção urinária ou obstrução do funcionamento de um dos rins, a única maneira de tratar o paciente é através de uma intervenção médica.
O tratamento do cálculo renal evoluiu muito ao longo dos anos e hoje existem várias opções para se eliminar uma pedra no trato urinário.
Grosso modo, os métodos mais usados são:
Litotripsia extracorpórea (LECO)- método onde as pedras são quebradas por meio de ondas de choque aplicadas através da pele.
Ureterolitotripsia - as ondas de choque são aplicadas diretamente nos cálculos, através de endoscópio inserido pela uretra até o ureter.
Nefrolitotomia percutânea - uma pequena cirurgia onde o endoscópio é inserido através da pele até o local onde esta o cálculo.
Cirurgia convencional - procedimento onde o rim necessita ser aberto para retirada das pedras. Normalmente usada em cálculos complicados, principalmente nos cálculos coraliformes.
A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) é atualmente o procedimento mais utilizado, principalmente se a pedra estiver dentro do rim ou no ureter proximal (parte inicial, próxima ao rim).
Nos casos de pedras muito grandes, maiores que 15 mm (1,5 cm) ou se a pedra estiver impactada na metade inferior do ureter, a litotripsia extracorpórea não consegue ser tão efetiva. Nestes casos, a Ureterolitotripsia ou a Nefrolitotomia percutânea apresentam melhores resultados.
Cateter Duplo J

Após qualquer manipulação do ureter, este pode apresentar um grau de
edema secundário à reação inflamatória, que por si só pode obstruir a passagem
de urina e de restos de cálculos que ainda possam permanecer. Por isso,
costuma-se inserir um cateter chamado de duplo J, ou rabo de porco (pig-tail em
inglês), para garantir a permeabilidade da via manipulada.
O cateter apresenta as duas extremidades em forma parecida com a letra J, daí o seu nome. O Duplo J apresenta furos em seu trajeto que permitem o escoamento da urina
O cateter apresenta as duas extremidades em forma parecida com a letra J, daí o seu nome. O Duplo J apresenta furos em seu trajeto que permitem o escoamento da urina
Uma ponta fica dentro do rim e a outra dentro da
bexiga. Portanto, mesmo que haja obstrução em algum ponto do ureter,
independente da causa, o duplo J garante a permeabilidade da via urinária. Este
cateter pode permanecer por várias semanas até que o urologista ache seguro
retirá-lo.
Após a colocação do duplo J pode haver dor lombar e abdominal , ardor ao urinar e sangramentos na urina durante alguns dias. Se houver febre, dor excruciante ou sangramento exuberante com coágulos, deve-se contactar o urologista para uma reavaliação.
A retirada do cateter é um procedimento simples e feito por via endoscópica com um cistoscópio. Entra-se pela uretra com esse endoscópio e puxa-se o cateter para fora. Se não houver complicações como aderências ou deslocamentos do duplo J, a retirada é um procedimento rápido, e na maioria das vezes, indolor.
Investigação da composição do cálculo renal
Uma vez resolvido o problema do cálculo, seja de modo espontâneo ou através de uma intervenção médica, o próximo passo é tentar identificar a composição da pedra para que se possa traçar estratégias para prevenir o aparecimento de novos cálculos renais.
Se o paciente conseguir guardar a pedra eliminada, o seu conteúdo pode ser analisado em um laboratório. Mas mesmo que não seja possível recuperar a pedra expelida, um acompanhamento com médico Nefrologista está indicado para que ele, através da avaliação da composição da sua urina, possa procurar por problemas que facilitem a formação de cálculos.
Pacientes que apresentam excesso de cálcio, oxalato, fósforo ou ácido úrico na urina possuem maior risco de formar pedras. Por outro lado, falta de citrato na urina ou uma urina pouco diluída também são fatores de risco. Muitas vezes, a correção destas alterações na composição da urina são suficientes para impedir o surgimento de novos cálculos.
Existem remédios que dissolvem pedras?
Se a pedra de for composta principalmente por ácido úrico, a alcalinização da urina com bicarbonato ou citrato de potássio (Litocit) pode ajudar a dissolver a pedra. Esta é a ÚNICA situação na qual dissolver pedras é possível.
Todavia, a imensa maioria dos cálculos renais é composta por cálcio. Nestes casos, infelizmente, não há modo de dissolver as pedras já formadas.
TOME CUIDADO! Algumas empresas desonestas se aproveitam do fato da maioria dos cálculos saírem sozinhos e de alguns poderem mudar de tamanho espontaneamente para vender "produtos naturais" como milagrosos. Existem dezenas de sites falsos fazendo apologia ao uso de substâncias que supostamente dissolvem cálculos renais. Esses tratamentos não são cientificamente comprovados. Nenhuma Sociedade Internacional de Urologia ou Nefrologia indica o uso de substâncias para dissolver cálculos à base e cálcio.
Quer uma dica para saber se o medicamento contra o cálculo é correto? Antes de comprar qualquer remédio "natural" procure pelo seu registro na ANVISA. Se não estiver registrado, não compre. Se estiver registrado na ANVISA, veja se o registro é apenas como suplemento alimentar ou se o produto tem autorização para ser usado como remédio para cálculo renal. Muitas empresas registram seus produtos apenas como suplemento alimentar e depois usam este registro para fingir que o medicamento é indicado e aprovado pela ANVISA para tratar diversas doenças. Na dúvida, não compre medicamentos sem a orientação de um médico.
E o chá de quebra-pedra?
O famoso chá de quebra-pedra não quebra nenhuma pedra. Mas ele parece ser efetivo na prevenção do cálculo renal. Se o paciente já tem a pedra de cálcio formada, o chá funciona tanto quanto qualquer outro líquido, incluindo água. Porém, se tomado com frequência ele parece diminuir a formação de novas pedras, reduzindo a incidência de cálculos renais.
Fonte: Dr. Pedro Pinheiro - MDSaúde / Adaptações: Netcina
Após a colocação do duplo J pode haver dor lombar e abdominal , ardor ao urinar e sangramentos na urina durante alguns dias. Se houver febre, dor excruciante ou sangramento exuberante com coágulos, deve-se contactar o urologista para uma reavaliação.
A retirada do cateter é um procedimento simples e feito por via endoscópica com um cistoscópio. Entra-se pela uretra com esse endoscópio e puxa-se o cateter para fora. Se não houver complicações como aderências ou deslocamentos do duplo J, a retirada é um procedimento rápido, e na maioria das vezes, indolor.
Investigação da composição do cálculo renal
Uma vez resolvido o problema do cálculo, seja de modo espontâneo ou através de uma intervenção médica, o próximo passo é tentar identificar a composição da pedra para que se possa traçar estratégias para prevenir o aparecimento de novos cálculos renais.
Se o paciente conseguir guardar a pedra eliminada, o seu conteúdo pode ser analisado em um laboratório. Mas mesmo que não seja possível recuperar a pedra expelida, um acompanhamento com médico Nefrologista está indicado para que ele, através da avaliação da composição da sua urina, possa procurar por problemas que facilitem a formação de cálculos.
Pacientes que apresentam excesso de cálcio, oxalato, fósforo ou ácido úrico na urina possuem maior risco de formar pedras. Por outro lado, falta de citrato na urina ou uma urina pouco diluída também são fatores de risco. Muitas vezes, a correção destas alterações na composição da urina são suficientes para impedir o surgimento de novos cálculos.
Existem remédios que dissolvem pedras?
Se a pedra de for composta principalmente por ácido úrico, a alcalinização da urina com bicarbonato ou citrato de potássio (Litocit) pode ajudar a dissolver a pedra. Esta é a ÚNICA situação na qual dissolver pedras é possível.
Todavia, a imensa maioria dos cálculos renais é composta por cálcio. Nestes casos, infelizmente, não há modo de dissolver as pedras já formadas.
TOME CUIDADO! Algumas empresas desonestas se aproveitam do fato da maioria dos cálculos saírem sozinhos e de alguns poderem mudar de tamanho espontaneamente para vender "produtos naturais" como milagrosos. Existem dezenas de sites falsos fazendo apologia ao uso de substâncias que supostamente dissolvem cálculos renais. Esses tratamentos não são cientificamente comprovados. Nenhuma Sociedade Internacional de Urologia ou Nefrologia indica o uso de substâncias para dissolver cálculos à base e cálcio.
Quer uma dica para saber se o medicamento contra o cálculo é correto? Antes de comprar qualquer remédio "natural" procure pelo seu registro na ANVISA. Se não estiver registrado, não compre. Se estiver registrado na ANVISA, veja se o registro é apenas como suplemento alimentar ou se o produto tem autorização para ser usado como remédio para cálculo renal. Muitas empresas registram seus produtos apenas como suplemento alimentar e depois usam este registro para fingir que o medicamento é indicado e aprovado pela ANVISA para tratar diversas doenças. Na dúvida, não compre medicamentos sem a orientação de um médico.
E o chá de quebra-pedra?
O famoso chá de quebra-pedra não quebra nenhuma pedra. Mas ele parece ser efetivo na prevenção do cálculo renal. Se o paciente já tem a pedra de cálcio formada, o chá funciona tanto quanto qualquer outro líquido, incluindo água. Porém, se tomado com frequência ele parece diminuir a formação de novas pedras, reduzindo a incidência de cálculos renais.
Fonte: Dr. Pedro Pinheiro - MDSaúde / Adaptações: Netcina
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Divulgado gabarito oficial do Enem 2014
O
Ministério da Educação divulgou na manhã desta quarta-feira (12) o
gabarito oficial da edição de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Confira abaixo:
GABARITO DAS PROVAS DE SÁBADO
- PROVA AMARELA (sábado)
- PROVA ROSA (sábado)
- PROVA AZUL (sábado)
- PROVA BRANCA (sábado
- PROVA AMARELA (sábado)
- PROVA ROSA (sábado)
- PROVA AZUL (sábado)
- PROVA BRANCA (sábado
GABARITO DAS PROVAS DE DOMINGO
- PROVA AMARELA (domingo)
- PROVA ROSA (domingo)
- PROVA AZUL (domingo)
- PROVA CINZA (domingo)
- PROVA AMARELA (domingo)
- PROVA ROSA (domingo)
- PROVA AZUL (domingo)
- PROVA CINZA (domingo)
Segundo o ministro da Educação, as notas do Enem 2014 devem ser divulgadas em janeiro de 2015.
O Enem foi
realizado no sábado (8) e domingo (9) e bateu recorde este ano com a
participação de mais de 6,2 milhões de candidatos, segundo dados
divulgados pelo próprio MEC na noite deste domingo (9). No total, 8,7
milhões de pessoas se inscreveram para a prova, mas o índice de
abstenção foi de 28,6%, abaixo da taxa de 29% registrada na edição
anterior. O número de pessoas que fizeram as provas foi cerca de 24%
mais alto que em 2013, quando 5 milhões de candidatos compareceram ao
exame.
Em 2014,
pelo menos 1.519 pessoas foram eliminadas durante a aplicação das
provas. Desses, 236 foram eliminados por uso de celular, disse o
ministro Henrique Paim. As provas foram aplicadas em 1.752 municípios.
Fonte: Romulo Lima
terça-feira, 10 de junho de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Dilma venceria no 1º turno contra Aécio e Eduardo se a eleição fosse hoje
Esmiuçando os resultados da pesquisa divulgada hoje pela Confederação
Nacional dos Transportes (CNT), feita pelo Instituto MDA, que
ouviu 2.005 eleitores em 135 municípios de 21 estados da Federação e
tem a margem de erro da pesquisa é de 2,2%, para mais ou para menos, o
jornalista Inaldo Sampaio comenta:
1 – Se a eleição fosse hoje e os candidatos os que estão na mídia, Dilma venceria no 1º turno.
2- A atual presidente teria 43,5% dos votos, Aécio Neves 19,3% e Eduardo Campos 9,5%.
3- Como a soma de Aécio de Eduardo é inferior ao que Dilma tem, a petista venceria no primeiro turno.
4- No cenário em que Eduardo Campos é substituído por Marina Silva,
Dilma teria 40,6% dos votos, a ex-senadora 22,6% e Aécio Neves 16,5%.
5- Num eventual segundo turno com Marina, Dilma bateria a ex-senadora por 45,3% a 29,1%.
6- Se a disputa fosse com Eduardo Campos, a presidente teria 49,2% dos votos ante 17,5% do governador de Pernambuco.
7- Dilma também bateria Aécio num hipotético segundo turno por 46,6% a 24,2%.
As informações são do Porta Gazzeta
Fonte: Blog Bodocó na Net
Em Londres, Eduardo se apresenta como ‘nova via’
Em meio a uma plateia formada por empresário brasileiros e estrangeiros,
o governador Eduardo Campos (PSB) encontrou ontem, em Londres, o
ambiente propício para criticar a condução dada pela presidente Dilma
Rousseff (PT) à economia do país. Eduardo também se colocou como uma
“nova via”, quando questionado sobre qual posição assumirá na eleição de
2014.
"Não se trata de 1ª, 2ª ou 3ª vias. Trata-se de uma
nova via para discutir, com mais profundidade, os novos e os velhos
problemas da agenda brasileira e é isso que nós vamos fazer”, disse o governador.
Eduardo fez tal declaração durante entrevista depois de ter participado
do seminário Oportunidades de Negócios em Pernambuco, com a participação
de 200 empresários. Horas antes, portanto, da divulgação da pesquisa
CNT/MDA, mostrando a tendência de crescimento do presidenciável do PSB,
já constatada por levantamentos anteriores.
Apesar do discurso ácido, Eduardo Campos fez questão de ressaltar que
não estava viajando para fora do país com a intenção de falar mal do
Brasil. Com a observação, ele procura evitar comentários, a exemplo do
que fez o ex-presidente Lula (PT) que, recentemente, criticou o
comportamento do senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB. Em
Londres, Eduardo alertou para o fato de o país estar passando por uma
“crise de expectativa” na economia.
Do Diario de Pernambuco - Rosália Rangel
Fonte: Blog Bodocó na Net
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Prefeitura de Ouricuri adquire caminhão pipa e ambulância
Ouricuri recebeu nesta quinta-feira (31) um caminhão-pipa, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e uma ambulância, adquirida com recursos próprios do município.
O caminhão pipa vai auxiliar no enfrentamento aos efeitos da estiagem, que é uma das prioridades do governo municipal. “Estamos felizes em entregar mais uma importante conquista que irá contribuir muito com as nossas comunidades, especialmente as mais necessitadas, combatendo os efeitos da estiagem e melhorando a realidade da população”, comemorou o prefeito Cézar Rodrigues (Cézar de Preto).
O prefeito destacou ainda o reforço para a área da saúde com a aquisição deuma mais uma ambulância. O veículo prestará serviços à sede de Ouricuri.
Em dez meses de gestão do prefeito Cézar Rodrigues, já foram entregues sete ambulâncias aos povoados do Vidéu, Barra de São Pedro, Jatobá, Jacaré, Lopes, Santa Rita e agora a sede do município. (Assessoria de Imprensa | Prefeitura de Ouricuri – Foto: Antonio Ribeiro)
Fonte: Bodocó na Net
Fogão Geoagroecológico é exposto na terceira edição do SemiáridoShow
É com o tema Terra, Água e Tecnologias para a produção de alimentos que o SemiáridoShow promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) na cidade de Petrolina – PE, chega a sua 3ª edição.
A feira, que teve início na terça-feira, 29, e se encerra nesta sexta-feira (1º), é voltada para Agricultores Familiares do Semiárido e apresenta diferentes tecnologias, desenvolvidas pela Embrapa e outras instituições de pesquisa, que defendem e trabalham a convivência com a região.
Nessa perspectiva de promover novas tecnologias, o Caatinga, em parceria com a Fundação Araripe e Aghenda, construiu o fogão Geoagroecológico no estande do Ministério do Meio Ambiente, que foi exposto já no primeiro dia.
Equipado com forno de assar bolo, churrasqueira, além da lajota de barro que comporta até três panelas, ele reduz a queima da lenha e emite menos fumaça que os fogões à lenha convencionais, por causa da sua chaminé; evitando assim doenças respiratórias, por exemplo.
O fogão que em média custa até R$ 200,00 e leva em torno de um dia e meio para ser construído, teve boa aceitação pelo público presente, gerando bastante interesse nas famílias agriculturas que o visitaram. (Elka Macedo | Foto: Diolando Saraiva – Ascom Caatinga)
Fonte: Blog Elba Galindo
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Reges Danese faz show em Araripina nesta quinta-feira
Autor e intérprete da música gospel Faz um milagre em mim,
Regis Danese se firmou como um dos maiores talentos masculinos da
música evangélica no país. Na próxima quinta-feira (31) o cantor se
apresenta na cidade de Araripina (Sertão do Araripe).
O evento é uma realização da Prefeitura
de Araripina e acontece na Avenida Antônio de Barros Muniz, a partir das
19h, comemorando o dia 31 de Outubro – Dia do Evangélico. (Foto:
Divulgação)
Prefeitura de Ouricuri disponibiliza ônibus para alunos que moram em novo bairro
A partir dessa terça-feira, 29 de outubro,
a Secretaria Municipal de Educação de Ouricuri vai disponibilizar um
ônibus escolar para os estudantes residentes no Bairro São Sebastião
(Programa Minha Casa Minha Vida).
De acordo com Cristina Ivana, Secretária
de Educação, o veículo chegará ao bairro às 6h50 da manhã e ficará
aguardando os estudantes. Como não se sabe a quantidade exata de alunos
morando na localidade, e caso seja preciso, a prefeitura poderá
disponibilizar outro ônibus nos próximos dias para atender todos. (Com informações do Blog Bruno Morais)
Mensagem do prefeito Cézar de Preto aos servidores públicos
“Hoje, data em que se comemora o Dia do Servidor Público, quero
abraçar todos os servidores públicos que exercem a importante missão de
prestar serviços à população de Ouricuri e zelar pelo bem comum.
Os nossos sinceros agradecimentos a todos e a todas que abraçam com
empenho e dedicação os serviços públicos para que sejam realizados da
melhor e mais eficiente forma possível.
Parabéns em especial, aos funcionários da Prefeitura de Ouricuri,
que têm a missão de trabalhar por um município melhor. Juntos iremos
fazer de Ouricuri um município próspero e justo”. (Cézar de Preto Prefeito Municipal) Fonte: Blog Bodocó na Net
domingo, 13 de outubro de 2013
Ministério identifica 2.168 políticos que continuam recebendo Bolsa Família
Levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome (MDA) cruzando dados do cadastro de beneficiários do Bolsa Família
e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou que 2.168 políticos
eleitos nas eleições municipais do ano passado continuaram a receber o
benefício mesmo depois de empossados. Depois de constatada a
irregularidade, em janeiro deste ano, o ministério suspendeu o pagamento
do benefício em fevereiro. A estimativa do MDS é que tenham sido
sacados aproximadamente R$ 308 mil de forma irregular. O montante
representa R$ 142 por parlamentar.
De acordo com as regras do Bolsa Família, o beneficiário que passar a
ocupar cargo eletivo terá que ser desligado do programa. Segundo o
ministério, a área técnica responsável pelo cadastro dos beneficiários
ainda está analisando se aqueles que receberam o benefício de forma
irregular terão que devolver o valor.
No inicio deste mês o vereador de Petrolina, Manoel da Acosap (PHS) se
viu em uma situação delicada quando a sua esposa, Benedita Souza Nela
Coelho, admitiu na Polícia Federal ter se cadastrado no Bolsa Família e
realizado saques do dinheiro quando o seu esposo já havia assumido o
cargo de vereador na Câmara da cidade.
Pela primeira vez, o ministério fez o cruzamento da folha de pagamentos
do programa de transferência de renda com a base de dados de uma eleição
municipal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa verificação durou
aproximadamente um semestre. Segundo a pasta, a iniciativa visava evitar
que “políticos eleitos empossados estivessem na condição de
beneficiários do Bolsa Família”. Apesar de tentar vetar a prática, o
governo reconhece que houve pagamentos a políticos com cargo eletivo no
início do ano. Todos os 2,1 mil políticos flagrados pelo Ministério do
Desenvolvimento Social foram ou serão obrigados a ressarcir os cofres
públicos, conforme informações do ministério.
De acordo com o artigo 25 do decreto 5.209/04, que regulamenta o Bolsa
Família, o beneficiário do programa perde o direito ao recebimento
quando ocorre “posse em cargo eletivo remunerado, de qualquer uma das
três esferas de governo”. O Ministério do Desenvolvimento Social não
divulgou informações detalhadas sobre o cancelamento de benefícios por
cidade ou estado.
No início do ano, surgiram vários casos de denúncias de vereadores
eleitos recebendo o Bolsa Família. Entre eles, estava o do vereador
piauiense Sebastião Passos de Sousa (PSB), conhecido como Cabelo Duro,
da cidade de Luís Corrêa, distante 365 quilômetros de Teresina. A
família dele foi incluída no programa desde junho de 2001, alegando ter
renda per capita de R$ 30. Ele recebia, junto com a esposa e mais quatro
filhos, o valor de R$ 198 ao mês do programa. Entretanto, a renda
familiar de Cabelo Duro era de aproximadamente R$ 3,1 mil. Ele responde a
um processo de cassação na Câmara de Vereadores de Luís Corrêa por
improbidade administrativa.
No Maranhão, também foram detectados casos em cidades como Coroatá,
distante 247 quilômetros da capital e em Fortaleza dos Nogueiras, a 661
quilômetros de São Luís. Em Coroatá, a denúncia foi contra o vereador
Juscelino do Carmo Araújo (PT) que recebia o benefício mesmo tendo um
patrimônio declarado de R$ 320 mil à Justiça Eleitoral. Em Fortaleza dos
Nogueiras, a denúncia foi contra o vereador Edimar Dias (PSD).
Apesar dos indícios de irregularidade, o ministério informou que não
foram expedidas notificações ao Ministério Público Federal (MPF) que
ensejassem ações de improbidade administrativa ou procedimentos
criminais nestes casos flagrados no início do ano. O político flagrado
utilizando indevidamente o Bolsa Família pode ser alvo de uma
investigação criminal pelo MPF e responder por improbidade
administrativa ou peculato.
Este ano, o MPF impetrou algumas ações contra políticos que recebiam
Bolsa Família mas de flagrantes de recebimento ilegal ocorrido em anos
anteriores. O caso mais notório ocorreu no Ceará. O vereador de
Fortaleza, Leonel Alencar (PTdoB) responde a uma ação no MPF por causa
da sua esposa, Adriana Lúcia Bezerra de Alencar, que teria recebido
indevidamente o benefício durante o ano de 2009. Foram oito saques
quando a renda familiar do casal já ultrapassava R$ 10 mil, somando-se a
remuneração do vereador. A defesa de Leonel Alencar afirmou ao iG que
os depósitos ocorreram sem a anuência do casal já que eles tinham uma
conta de energia baixa e, por conta disso, haveria o depósito automático
do benefício do Bolsa Família na conta do casal. (Com informações da
Agência Brasil/IG) Fonte: Blog Bodocó na Net
Abertura do Festival de Artes Cênicas em Bodocó
Muita dança e animação, fizeram parte da abertura oficial do Festival de
Artes Cênicas, ocorrido neste sábado (11), com a apresentação do Grupo
"Ta Tudo Brega" da cidade de Petrolina.
O evento teve inicio aproximadamente ás 8h00min, e contou com a participação de um grande público.
A entrada e Gratuita.
A programação do Festival de Artes Cênicas segue até o dia 20 de outubro.
Hoje sábado (12) se apresenta Fua na Casa de Zé Mané - Cia de Dança do Sesc Ler de Petrolina, a partir das 10h30min, na escola do Sesc Ler de Bodocó.A entrada e Gratuita.
O evento é uma realização do Sesc Ler de Bodocó, com o apoio da Prefeitura Municipal de Bodocó.
As informações são do Blog Bodocó na Net / Fotos: Rômulo Lima / Arquivo Sesc Ler Bodocó
As informações são do Blog Bodocó na Net / Fotos: Rômulo Lima / Arquivo Sesc Ler Bodocó
sábado, 28 de setembro de 2013
Em resposta ao “rato na garrafa”, Coca-Cola abre fábricas para visitação
Em um vídeo postado
em sua página no Facebook, a marca mostra imagens do seu processo de
fabricação e diz que o “segredo” para se manter como a marca mais
famosa de bebida do mundo é o “rigoroso controle de qualidade” em seu
processo de produção.
Segundo a Coca-Cola, cada garrafa é
conferida por sensores de alta precisão “eliminando a possibilidade de
que uma garrafa saia das fábricas sem estar em perfeita condição”.
Sem citar nominalmente o caso do
consumidor Wilson Batista Rezende, o vídeo “Conheça a verdade sobre a
Coca-cola” termina convidando os consumidores a fazer uma visita às
fábricas.
Rezende afirma ter ingerido o
refrigerante com pedaços de rato em dezembro de 2000. Ele já fez greve
de fome em frente ao Fórum João Mendes e, na semana passada, teve sua
história contada pela TV Record.
A reportagem da TV Record repercutiu nas
redes sociais e a marca passou a ser alvo de piadas. Uma delas traz a
imagem de uma lata de refrigerante com os dizeres “Quanto mais RATO
melhor”.
Na quarta-feira da semana passada (18),
após a repercussão da reportagem da Record, a Coca-Cola emitiu um
comunicado em que lamenta do estado de saúde do consumidor, mas diz não
reconhecer a responsabilidade pelo dano alegado por ele. O processo de
Rezende contra a Coca está no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Fonte: Blog Elba Galindo
Pecuária Bodocoense mais uma vez fortalecida com parcerias entre Prefeitura e Governo do Estado
O
prefeito Danilo Rodrigues recebeu mais uma vez a visita do secretário
de agricultura estadual, Aldo santos, na tarde de ontem (27). Desta vez,
a boa parceria, veio trazer investimentos à pecuária do nosso município
com a entrega, em regime de comodato, de 04 (quatro) tourinhos da raça
holandesa e kits de inseminação artificial às associações de criadores
previamente cadastradas e selecionadas.
A
medida visa minimizar os impactos da seca na pecuária leiteira, bem
como permitir o aumento do rebanho com alta qualidade genética. O
Secretário também entregou ao Prefeito um caminhão que muito servirá no
aumento da distribuição de cana forrageira aos pecuaristas.
O
prefeito Danilo agradeceu ao Secretário o apoio que vem dando ao
município e, considerando o seu esforço e vontade de ver nosso sertão
vencer as barreiras do semiárido, pediu urgência no apoio à limpeza e construção de novos barreiros, já que se aproxima a estação do inverno.
O
secretário Aldo Santos, apresentado como “ secretário que tem a cara do
semiárido” pela blogueira Josélia Maria da cidade de Petrolina, falou
aos presentes da boa relação que vem construindo com Bodocó e da
admiração que tem pelo prefeito Danilo, por vê-lo também comungar da
vontade fazer algo pelo semiárido.
O
Secretário Raimundo Pimentel e representantes de Associações
beneficiadas, também fizeram uso da palavra. Ao término das solenidades,
o prefeito Danilo e o secretário de agricultura do município, Robson
Saraiva, tiveram uma breve reunião com Aldo, onde foi entregue um
documento solicitando à secretaria de agricultura estadual, aumento na
quantidade da cana forrageira para ração animal para melhor atender aos
pecuaristas.
Fonte: Blog Bodocó na Net
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